segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Livre mercado e o mundo automobilistico


Livre mercado, já faz um bom tempo que esse conceito vem tomando força pelo mundo, no mundo automobilístico não é diferente, o conceito pode ser aplicado do transporte público, passando pela distribuição de combustíveis e até mesmo na venda de carros novos ou usados. Antes de tudo, devemos explicar de forma breve esse sistema de comércio que é baseado nas trocas voluntárias, ao contrário do que muitos pensam, você não concede benefícios para grandes corporações com esse sistema, mas permite que outras pessoas ou empresas menores possam usar de sua inovação, qualidade ou atendimento como artifício de conquista de potenciais consumidores, sendo um padrão a livre concorrência, aliás, essa liberdade deve ser também adotada na relação empregado/empregador, já que ambos chegariam a um consenso quanto ao valor pago pelo trabalho. Claro que as leis trabalhistas nesse caso seriam simplificadas, há alguns dias atrás no Jornal da Noite, uma reportagem dizia que um empregador chega a pagar para os cofres públicos 60% do que paga para um funcionário, algo fora do real que diminui a oferta de empregos, mas isso é assunto para outra postagem, vamos voltar ao foco da postagem.
  Existem 2 tipos de transporte, o público e o privado, ambos se dividem entre individual e coletivo. No transporte público individual, temos o táxi como o dominante dessa categoria, o táxi não deixa de ser um veículo muitas vezes provado, porém, a padronagem da pintura e o alvará ($$$$), que concede o direito ao taxista exercer a função de transportar passageiros. No contra ponto, temos o Uber, uma empresa privada, onde ao cumprir as exigências o motorista utilizando um aplicativo é contatado por clientes previamente cadastrados, o Uber segue o conceito de livre mercado, uma vez que o motorista deve pagar apenas o que foi combinado no contrato para a empresa, tanto que cliente e prestador de serviço são avaliados e podem ser desligados do serviço caso não cumpram com o combinado. O Uber aposta ainda no serviço de maior qualidade quando comparado ao táxi, uma vez que o seu diferencial esta ligado a cordialidade no atendimento e limpeza do veículo, já os profissionais com alvará, porem acomodados que prestam em sua grande maioria um serviço péssimo, preferem recorrer ao Estado ou como tem sido mais recentemente a violência. Mas todo mundo sabe, que quando a concorrência incomoda, você deve no mínimo equiparar o seu serviço ao da concorrência, afinal, assim o mercado de alto regula e o consumidor escolhe aquilo que satisfaz suas necessidades e não adere a algo que seja imposto e exclusivo.
  Quando passamos a pensar sobre combustíveis, temos uma situação ainda pior no país, um monopólio, mas não um monopólio qualquer, ele é mantido pelo Estado. A BR Distribuidora detêm no Brasil a exclusividade na distribuição de combustíveis em todo território brasileiro. Uma subsidiária da Petrobras, no fim, você tem o direito de escolher o posto em que vai abastecer pela bandeira, mas é apenas isso que muda, os combustíveis são exatamente o mesmo em todos lugar, salvo quando há adulteração na gasolina que já é de péssima qualidade. A liberdade de mercado nesse caso, seria a livre concorrência, onde a empresa estatal (o Estado não deve ser empresário, mas enfim), seria apenas mais uma na briga pelo consumidor, devendo manter seus preços competitivos e sua gestão impecável, afim de se manter interessante para os consumidores diante a concorrência. Esse monopólio atual não dita apenas o preço dos combustíveis, mas do transporte que depende muito desse insumo, os derivados de petróleo com o preço em queda livre em todo mundo, aqui lesa ainda mais o brasileiro nesse momento de crise, já que sem concorrência somos nós quem iremos pagar o rombo da Petrobras, algo que não existiria com o livre mercado, a empresa errou? Sinto muito, que feche as portas ou arque com o prejuízo, mas o mercado restrito acaba estimulando esse tipo de comportamento, onde os verdadeiros culpados saem por cima e o consumidor final é quem paga pela incompetência.
  Sua intenção é comprar um carro zero quilometro, você tem uma sensação de liberdade quando vai escolher a marca e o modelo, porém na realidade, não existe liberdade alguma. Todas as montadoras mantêm os seus carros de uma mesma categoria com preço similares, sem contar que se a opção por um importado da mesma categoria o preço cobrado sera um verdadeiro absurdo, já que existe no Brasil um protecionismo exagerado quanto a entrada de produtos importados, sempre com um único ideal, proteger a industria nacional, mas será que precisamos mesmo dessa proteção? Ou devemos fazer com que a livre concorrência aumente a qualidade dos carros produzidos aqui? A segunda opinião é sempre a mais sensata, sem contar que temos uma carga tributária massacrante e as empresas aqui instaladas pagam encargos trabalhistas absurdos, isso explica muito o preço dos carros nacionais que muitas vezes custam mais aqui do que em mercados que compram o mesmo carro fabricado aqui, como por exemplo o México. Outro exemplo seria a liberdade de comprar veículos usados em bom estado de outros países, desde que os mesmos estejam em boas condições, sendo extinta a regra dos 30 anos de fabricação.
  O livre mercado, estimula a inovação, ajuda o consumidor a encontrar o que melhor lhe atenda quanto a escolha de um produto ou serviço, liberdade econômica não é libertinagem, mas é apenas o comércio que deve seguir algumas poucas regras, como a não venda de algo ilícito ou que possa ser danosa a terceiros, toda a transação comercial deve ser feita da forma mais transparente possível, afim de não deixar dúvidas ou brechas na operação, afim de ser algo realmente feito por vontade mútua e nas condições que não ferem o bolso de ambos os lados.

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