segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Autódromo Internacional de Curitiba, uma vítima da especulação imobiliária.


Não é de hoje que o automobilismo brasileiro esta esquecido, nem mesmo exitem categorias mais acessíveis como tivemos há tempos atrás, o preocupante nesse momento para quem curte carros em geral e amantes do automobilismo, é a provável venda do Autódromo Internacional de Curitiba, o conhecido AIC. Ao que indica, esse templo da velocidade pode estar prestes a dar lugar a mais um empreendimento imobiliário.
  Caso seja concretizada a venda, será a segunda vez que a história do esporte a motor sofrera um golpe no país em um curto espaço de tempo, em 2008, o Autódromo Internacional do Rio de Janeiro, o conhecido e histórico Autódromo de Jacarepaguá, nesse ano, foi anunciada de forma oficial a demolição do complexo para a construção das instalações dos Jogos Olímpicos de 2016. Antes mesmo do início da demolição que foi finalizada em 2012, no ano de 2007, Jacarepaguá teve sua pista reduzida para abrigar a Cidade dos Esportes, utilizada nos Jogos Pan-americanos do mesmo ano. O Autódromo carioca era rico em história e não merecia esse triste fim, abrigou Grandes Prêmios do Brasil de Fórmula 1 em 1978 e, entre o período de 1981 e 1989, tendo Nelson Piquet ganhado a corrida em 1983 pela Brabham-BMW e três anos depois repetiria o feito pela Willians-Honda, outras categorias internacionais que marcaram a história da pista foram: Moto GP entre 1995 e 2004 e, a CART (Indy) entre os anos de 1996 e 2000. Além dos eventos internacionais, Jacarepaguá foi de extrema importância para o automobilismo brasileiro, recebendo etapas do Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos, Stock Car e Fórmula Truck, além dos campeonatos de arrancada e, pelo pioneirismo no Track Day, afinal antes mesmo desse tipo de evento tornar-se popular, o Autódromo carioca já aderia à prática.
Jacarepaguá, vítima dos Jogos Olímpicos.
  Nas últimas semanas, notícias sobre a possível venda do Autódromo Internacional de Curitiba, localizado na cidade vizinha de São José dos Pinhais, vêm deixando o público do automobilismo apreensivo. Com a crescente ocupação da malha urbana, os autódromos mais antigos começam a ser cercados pela cidade e, a especulação imobiliária muitas vezes ameça essas arenas do esporte a motor. Atualmente além do Autódromo de Interlagos em SP, administrado por uma empresa pública ligada a prefeitura, o AIC no Paraná é a única pista capaz de receber eventos internacionais pelo seus níveis de segurança, porém, trata-se de um complexo privado e, empresas almejam lucro acima de tudo, sendo que um proposta indiscreta possa fazer com que os proprietários vendam o terreno.
  A boa notícia fica por conta de uma nota de esclarecimento presente no site do autódromo. Nessa nota, os administradores deixam claro que não há interesse na venda do terreno. Infelizmente no dia 15 de outubro, a triste notícia se concretizou e, exitem ao menos 12 ofertas pelo terreno que é valorizado por estar localizado a 10 minutos do centro de Curitiba, Não há um prazo para o fechamento do complexo, ainda mais que há na agenda de 2016 eventos marcados até o mês de junho, entre eles uma etapa da Stock Car e do Campeonato de Arrancada Força Livre, pode haver inclusive o adiamento dessas provas, mas realmente é triste ver outra pista tradicional perder sua real utilidade. Nem mesmo a crise e a baixa no valor dos imóveis parecem poder salvar o AIC que deverá dar lugar a um empreendimento imobiliário misto, é mais um duro golpe para o automobilismo e para os entusiastas brasileiros, reclamam das corridas ilegais na rua, mas somos o país do futebol e nehum outro esporte parece ter importância.

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