segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Porque somos tão dependentes do carro.

  Apesar do transito intenso, reduções de velocidade, radares por todos os lados, combustíveis caros e dificuldades para encontrar vagas, o brasileiro não troca o carro pelo transporte público. Historicamente o sistema de transporte coletivo de São Paulo é ineficiente, os ônibus não trazem conforto e a oferta necessária, trem e metrô atendem uma parte muito reduzida da cidade. Deslocamentos dos extremos da região metropolitana até o centro, podem facilmente ultrapassar os 40 km.
Falta de conforto e segurança, problema antigo e que afasta potenciais usuários que preferem usar o carro mesmo com custo muito mais alto.
  O carro é visto como vilão, mas um vilão que prejudica a quem, se não o dono que paga altas taxas, arca com a manutenção e mesmo assim não tem um retorno? As ruas são esburacadas e, nada é feito para melhorar o conforto e a eficiência dos transportes coletivos, passar 1 hora ou mais em um ônibus superlotados, sem ar-condicionado e sem o mínimo de conforto não atraí passageiros que podem arcar com os custos do transporte individual, a oferta de transportes sobre trilhos é muito reduzida, apesar de sua rapidez, o sistema conta com falhas constantes que levam a atrasos ou interrupções na circulação dos trens, a lotação nos horários de pico também afugentam pessoas de maior poder aquisitivo ou que precisam fazer grandes deslocamentos, afinal, mesmo sendo eficiente, trem e metrô param muito e, não existem linhas expressas que parem apenas em estações pré-determinadas.
Falhas no sistema e alta demanda para baixa oferta, cenas comuns do horário de pico.
  O sistema atual de transporte urbano adotado no Brasil é muito centralizado, isso aliado a falta de rostas alternativas, ruas e avenidas muitas vezes recebem linhas que não necessariamente deveriam seguir aquele trajeto, linhas de ônibus expressas, contando com maior conforto e levando a pontos estratégicos da cidade atenderiam um público com maior poder aquisitivo, linhas populares deveriam ser racionais, caminhos mais curtos e menos paradas, contando com maior oferta, um ônibus lotado sofre maior desgaste mecânico, consome mais e, esta mais sujeito a falhas, rapidez e conforto são determinantes para troca do individual pelo coletivo.
Transportes sobre trilhos, rápido e mais eficiente, o elevado custo de implementação limita a oferta do sistema, o mais racional para regiões extensas como a metropolitana de São Paulo.
  As dimensões da Região Metropolitana de São Paulo, é maior do que países como Luxemburgo que tem aproximadamente 2 mil km² de área, a RMSP é praticamente 4 vezes maior, os estão concentrados em regiões centrais ou estratégicas, o que leva um elevado número de pessoas se deslocando, isso sem contar os deslocamentos com outros fins, como lazer e estudo. Jogar contra o carro sem oferecer medidas realmente eficientes é jogar contra a economia da região, assim como cidades dos EUA, os deslocamentos médios dos brasileiros supera os 40 km/dia, o problema não é o carro, mas a falta de alternativas, quem anda de carro, paga caro pelo conforto e pela economia de tempo.
Mancha cinza, Região Metropolitana da Grande São Paulo, área 4 vezes maior do que a de Luxemburgo, são quase 8 mil km²,

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