quarta-feira, 22 de abril de 2015

Volkswagen Golf MK3


  Além de contar um breve histórico da terceira geração do Golf, é apresentado na ilustração uma evolução do projeto MK3 Red Jack do meu amigo Johny do canal MK3 Lover, grande apoiador do blog e do canal CKD Motorsport. Agora o projeto encontra-se em fase mecânica já concluída, com preparação aspirada leve, o desenho é para ter uma noção sobre as modificações externas, afinal não foi apenas o projeto que evoluiu, as técnicas de desenho também evoluíram nesse meio tempo, sem mais delongas vamos para a parte convencional da postagem, um breve histórico sobre o Golf de terceira geração.
  Em 1991 o Golf chegava a sua terceira geração, abandonava os faróis redondos e dava lugar aos faróis em formato elipsoidal, as linhas da carroceria eram mais suaves e sem os vincos marcados pelas linhas retas das 2 gerações anteriores, era oferecida a partir dessa geração air bag duplo em todas as versões. O Golf também ficava mais pesado, a partir de 960 kg, para acompanhar o acréscimo de peso os motores também cresciam, começando pelo 1,9 litro turbodiesel que entregava 75 cv e 15,kgf.m de torque, o GTI era equipado agora com um 2.0 em duas configurações: 8 válvulas que entregava a potência de 118 cv e 16,9 kgf.m de torque, no motor 16 válvulas esses números saltavam para 150 cv e 18,3 kgf.m. Haviam ainda os motores 1.4 de 60 cv e 10,9 kgf.m, 1.6 de 75 cv e 12,7 kgf.m e por fim o 1.8 que entregava 90 cv e 14,8 kgf.m de torque, todos a gasolina.
Miniaturas mostrando a evolução das linhas do Golf da primeira à terceira geração.
  O MK3 como é chamado pelos entusiastas, foi o primeiro carro de sua categoria a contar com um motor V6, o VR6 que traz uma disposição muito interessante, os cilindros eram dispostos a 15º, o que o tornam um motor muito compacto, praticamente do tamanho de um 4 cilindros em linha, isso possível por seus cilindros em posição diagonal e um único cabeçote para as 2 bancadas de cilindros. O VR6 tinha um ótimo desempenho, o motor tinha capacidade cúbica de 2,8 litros, 174 cv e 23,9 kgf.m de torque, a aceleração de 0 a 100 km/h era cumprida em 7,6 segundos e sua velocidade máxima era de 225 km/h. Outro diferencial eram as rodas fabricadas pela BBS em 15 polegadas e envoltas por pneus 205/50, contava também com controle de tração que fazia vezes de diferencial autobloqueante, a Volkswagen tinha como intenção brigar com o BMW 325 da época, conseguindo com louvor obtendo elogio de diversas revistas especializadas na época de seu lançamento.
Golf GTI VR6 equipado com rodas BBS de 15 polegadas.
  Nos Estados Unidos co carro chegaria em 1993, ano que teve início a fabricação no México, o GTI VR6 foi aclamado pela imprensa norte-americana como o retorno do as origens do modelo esportivo, a grande vantagem desse motor já comentado anteriormente era que 80% de seu torque era disponibilizado entre 2.000 e 6.000 rpm, entre os 3.000 e 6.600 rpm o VR6 era forte e suave, adepto das estradas sinuosas, todas sensações do carro eram prontamente repassadas ao motorista pela direção direta e comunicativa. O VR6 contava ainda com uma versão mais potente com 2,9 litros rendia 193 cv e25 kgf.m, era empregado no Golf Syncro que contava com sistema de tração integral.
Mecânica do Golf VR6 Syncro.
  Em sua terceira geração, o Golf trazia também a versão Ecomatic, que tinha cambio automático aliado a uma embreagem de acionamento automático, algo que tivemos no Brasil com o Classe A semi-automática e Palio Citymatic. O Ecomatic vinha equipado com motor  1.9 diesel que gerava 64 cv e, era aliado a um sistema automático de roda-livre, onde a embreagem era desacoplada quando o motorista deixava de acelerar, ainda trazia o sistema start/stop. O consumo era muito baixo para época, 18,2 km/l, a versão não obteve sucesso e foi descontinuada em 1995.
Golf Ecomatic, embreagem automática e sistema strat/stop, durou apenas 1 ano.
  Como não poderia deixar de ser, foram oferecidas algumas versões especiais, entre elas a versão 20Jahre que celebrava os 20 anos do Golf GTI, essa edição trazia rodas BBS em 16 polegadas, pneus 215/40 e pinças de freio na cor vermelha. No interior bancos com tecido xadrez, cintos vermelhos e a icônica alavanca em formato de bola de Golf, além das versões 8 e 16 válvulas, na Europa era oferecida também para a versão GTD, o GTI movido a diesel.
GTI 20 Jahre, comemorando os 20 anos do GTI, as rodas BBS em 16 polegadas e pinças de freio vermelhas marcavam a edição especial.
  O City Stromer foi limitado a 250 unidades, a maioria para o governo alemão, elétrico, sua autonomia era de apenas 50 km. Em 1993, a versão Colour Concept tinha a cor da carroceria aplicada nos bancos e em detalhes nas laterais de porta e console central. A série especial mais chamativa sem dúvidas foi a Halerquin que teve 264 unidades produzidas em 1996, capô, para-lamas, portas e teto vinham em cores diferentes entre as 4 disponíveis: vermelho, amarelo, azul marinho e verde claro.
Versão elétrica City Stromer, autonomia de apenas 50 km, apenas 250 unidade fabricadas.
  No Brasil, o Golf chegou nessa geração no ando de 1993, vindo da Alemanhã na fraca versão GL 1.8, no ano seguinte passava a vim do México nas versões GL, GLX 2.0 5 portas e GTI 8 válvulas com opção de 3 ou 5 portas, era basicamente o mesmo motor do GLX e para os brasileiros o motor era conhecido por ser uma evolução do já consagrado AP, após obter um relativo sucesso, o Golf passaria a ser fabricado no Brasil na sua próxima geração.
Propaganda de lançamento do Golf GTI no Brasil em 1994.

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