quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Chevrolet Opala Diplomata, uma história de luxo e conforto.


  O Chevrolet Opala é um carro que desperta muito a paixão do brasileiro, desta vez estamos falando do Diplomata, uma versão lançada em 1978, ainda com a cara da primeira grande reforma que o carros sofreu no ano de 1975. O Diplomata em sua primeira encarnação é um carro e que muitos dizem que nem ao menos chegou ao mercado, contando com mais requinte do que o Comodoro, antigo topo de linha que viria a ser versão intermediária, o diplomata trazia teto revestido em vinil, rodas de liga-leve e na dianteira o carro recebia faróis de neblina e de milha, a grade dianteira era pintada na cor prata e os para-choques  contavam com ornamentos popularmente conhecidos como garras. Reza a lenda que o modelo vendeu 8 unidades no ano de 1978 e pouquíssimas unidades no ano seguinte, dizem que um defeito nas rodas fez com que a Chevrolet tirasse o modelo de linha, outras pessoas dizem que saiu de linha para a segunda grande mudança de estilo que aconteceria em 1980.
Diplomata 1979, praticamente uma lenda, era disponibilizado também na versão cupê.
  O Opala ganhava linhas mais retas na frente e na traseira a partir de 1980, o Diplomata agora tornou-se uma versão conhecida, apesar da novidade no exterior o painel permanecia o mesmo do modelo anterior, o Diplomata era disponibilizado nas versões sedã e cupê, as rodas eram as mesmas do Diplomata 79, o carro podia receber teto de vinil opcional, sendo no cupê o modelo conhecido como Las Vegas, onde apenas a parte traseira do teto era revestida com esse material. O Diplomata contava com ar-condicionado como equipamento de série, assim como rádio com toca fitas, antena elétrica e direção hidráulica, os opcionais ainda contavam com itens como pneus radiais, cambio automático e o cobiçado motor 250S. Em 1981, o painel era reformulado, agora com desenho mais reto e mais moderno para época e em 1983, chegava o cambio de 5 marchas.
Opala Diplomata 1980 em toda sua classe.
  Em 1985, o Opala passava por mais uma alteração visual, desta vez mais leve. O Diplomata recebia faróis auxiliares integrados ao principal, largas molduras laterais que viraram marca registrada do carro, maçanetas embutidas e polainas plásticas nos para-choques, mas era no interior onde o carro trazia as maiores novidades. O painel agora contava com novo grafismo e os instrumentos tinham formato quadrado, os bancos vinham com encosto de cabeça separado, uma grande e comoda novidade eram os vidros e as travas elétricas que eram integradas à maçaneta interna, o grande charme desse modelo era a pintura metálica que podia vim em dois tons, conhecida como saia e blusa.
Diplomata de 85 a 87, pintura em 2 tons e faróis auxiliares integrados ao conjunto principal.
  1988 trazia ao Opala um estilo que fazia com que ele se assimilasse ao Monza e perdia a versão cupê, faróis com formato trapezoidal, sendo os de longo alcance funcionais apenas no Diplomata, a lanterna traseira agora tomava toda a traseira, em função disso a placa foi para o para-choque. No interior novo grafismo dos instrumentos agora com iluminação indireta, novo volante, ajuste de altura da coluna de direção, saídas de ar-condicionado para o banco traseiro, aviso de luzes acessas e temporizador para o faróis também era disponibilizado, o melhor de tudo era que quase tudo vinha de série no Diplomata SE.
Diplomata 88, os faróis trapezoidais fazem uma ligação do modelo ao Monza.
  O Opala chegava em sua atualização final em 1991, o modelo é hoje uma das versões mais cobiçadas do carro, seus para-choques em plástico era do tipo envolvente e a janela dianteira perdia o quebra-vento, o Diplomata buscava ficar parecido com carros mais modernos, mas suas linhas laterais, as mesmas ainda do Opel Relord C demonstravam cansaço. Entre as primazias do Diplomata em seus dois últimos estavam o cambio automático opcional, uma caixa ZF que equipava modelos da BMW e da Jaguar por exemplo, ela é lembrada por equipar o Diplomata 91/92, mas estava diponivél desde de 1987. Outro ponto de destaque nos últimos SE é a direção hidráulica de controle eletrônico a Servotronic que era muito eficiente em altas e baixas velocidades, o carro contava ainda com freio a disco na 4 rodas de série. Em 1992, era lançada a série Collector que marcava a despedida do Opala, a versão vinha com um certificado de autenticidade, uma fita VHS que contava a trajetória do carro desde o início de sua fabricação, chaves banhadas a ouro e a inscrição colecctor na traseira e no volante onde originalmente vinha escrito Diplomata. Assim chegou ao fim o último derivado do Opel Rekord C produzido no mundo.
Diplomata 92, um carro que dispensa apresentações.

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